Quando a polícia chegou à casa da família, no dia 8 de fevereiro, às 14h30, Karim (nome alterado devido à minoria), de 17 anos, estava jogando PlayStation em seu quarto. A menor é suspeita de ter participado do comando de cinco indivíduos envolvidos no sequestro de uma magistrada, de 35 anos, e de sua mãe, de 67 anos, na noite de 5 de fevereiro, perto de Grenoble, para tentar obter resgate em criptomoeda.
Seus supostos cúmplices foram presos no mesmo dia. Dois em Sainte-Foy-lès-Lyon (Métropole de Lyon), a bordo do MG3 utilizado pela equipe – no porta-malas do carro roubado foram encontrados vestígios de sangue da vítima. Outros dois na rodoviária de Chambéry, prontos para pegar o ônibus para a Espanha.
Em três dias e outras tantas noites, agentes do departamento de crime organizado e especializado de Lyon e o gabinete central de luta contra o crime organizado reconstruíram o itinerário desta equipa de jovens dos 17 aos 20 anos, recrutados através das redes sociais – uma oferta de emprego no Telegram – por um enigmático patrocinador apelidado de “Hermano”, ou “M5”.
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