“Partimos da observação de que ainda não sabemos quantas moléculas químicas de origem exógena realmente circulam em nosso corpo”explica o pesquisador Arthur David enquanto guia o visitante pelos corredores do Instituto de Pesquisa em Saúde, Meio Ambiente e Trabalho (Irset) de Rennes. Para remediar esta situação, ele e seus colegas anunciaram, no dia 18 de março, em contribuição à revista Medicina da Naturezaa criação de uma rede internacional de laboratórios especializados na detecção de substâncias químicas. “O principal gatilho foi a necessidade de superar as atuais limitações metodológicas, que nos impedem de caracterizar todas as moléculas às quais estamos expostos, o que também é chamado de expossoma”ele explica.
A cada porta do laboratório que se abre, grandes cubos cinza ou pretos, com 1 metro de cada lado, se alinham nas superfícies de trabalho. No topo, garrafas de solvente soltam finos canos que desaparecem nas entranhas das máquinas. Inicialmente, estes instrumentos, espectrómetros de massa, destinavam-se à análise química de água potável ou balnear. Hoje, eles também rastreiam poluentes em amostras biológicas, como sangue, urina, tecidos ou cabelos.
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