Um agricultor pastoreia seu gado perto de Sinop (Mato Grosso), Brasil, 10 de agosto de 2020.

Uma semana depois do sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças especiais americanas, na noite de 2 para 3 de janeiro, e da nova política predatória de Donald Trump na América do Sul, o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e quatro países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) assumiu uma dimensão geopolítica. A aprovação dada pela Comissão Europeia na sexta-feira, 9 de janeiro, foi saudada por Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil, como um “dia histórico para o multilateralismo”. O Brasil é a maior economia do bloco sul-americano, que formará, com a UE, uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.

“Este acordo afirma a primazia de regras nas relações internacionais contrárias à abordagem dos Estados Unidos, que é a do unilateralismo, como evidenciado pelos recentes acontecimentos na Venezuela, explica Marcel Vaillant, economista da Universidade da República em Montevidéu, Uruguai, e também fortalece o eixo Atlântico graças a uma maior harmonização de regras com a UE. »

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