Uma semana depois do sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças especiais americanas, na noite de 2 para 3 de janeiro, e da nova política predatória de Donald Trump na América do Sul, o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e quatro países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) assumiu uma dimensão geopolítica. A aprovação dada pela Comissão Europeia na sexta-feira, 9 de janeiro, foi saudada por Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil, como um “dia histórico para o multilateralismo”. O Brasil é a maior economia do bloco sul-americano, que formará, com a UE, uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.
“Este acordo afirma a primazia de regras nas relações internacionais contrárias à abordagem dos Estados Unidos, que é a do unilateralismo, como evidenciado pelos recentes acontecimentos na Venezuela, explica Marcel Vaillant, economista da Universidade da República em Montevidéu, Uruguai, e também fortalece o eixo Atlântico graças a uma maior harmonização de regras com a UE. »
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