Papa Leão XIV no sítio arqueológico de Hipona, em Annaba (Argélia), 14 de abril de 2026.

A herança e as circunstâncias de Leão Francisco decidiram o contrário, fazendo-o passar primeiro pela Turquia, pelo Líbano e pelo Mónaco. No entanto, esta passagem pelo Norte de África é de particular importância. Para o americano, esta visita à Argélia é mesmo um regresso às suas fontes, certamente não geográficas, mas espirituais.

É aqui, e mais precisamente em Annaba, antiga Hipona, para onde o Papa se deslocou na terça-feira, no segundo dia da sua viagem, que viveu o seu mestre espiritual, Santo Agostinho. Aqui o Doutor da Igreja viveu o seu ministério de sacerdote e depois de bispo – na verdade da diocese de Hipona – e onde escreveu os textos que o tornaram uma das figuras mais importantes da história do cristianismo.

Se quisesse seguir os passos deste pensador a cuja ordem ingressou – os agostinianos vivem de acordo com os princípios de caridade e vida comunitária do filósofo – aos 26 anos, o papa não veio na terça-feira apenas para visitar os restos da antiga cidade do filósofo.

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