Sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, às 20h55, Arte transmite Outro paifilme para TV premiado com o prêmio de melhor atuação masculina concedido por Jean Le Peltier, o de melhor unitário e o da imprensa estrangeira no último Festival de Ficção de La Rochelle. Dirigido por Pierre Linhart, a quem devemos, entre outras coisas, o roteiro do telefilme Um homem danificado (nossa opinião), transmitida pela France 2 em 2022 com Yannick Choirat, a ficção relata o retorno ao Senegal de um menino adotado sete anos antes na ilha de Gorée por um francês de quarenta anos. Uma obra sensível sobre a busca pela identidade, tendo como pano de fundo a memória da escravidão.

Outro pai : Sobre o que é este novo filme para TV, transmitido pela Arte na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, às 22h55?

Há algum tempo, Thibaut (Jean Le Peltier), pai solteiro, se vê confrontado com a melancolia e as mudanças de humor de seu filho, Gabriel (Tyron Bayineni), adotado há sete anos na ilha de Gorée, local simbólico do tráfico de escravos, localizado na costa de Dakar. Após consultar uma psicóloga, ele decide retornar à África, à terra natal do menino, para apresentá-lo à mãe, Awa (Aminata Sarr). A primeira pessoa que conhecem é ninguém menos que Odette (Seynabou Niang), a babá contratada por Thibaut enquanto ele estava no Senegal. Sem notícias da mãe da criança, esta aconselha-a, no entanto, a ir procurar mais informações junto de um vendedor de cigarros na praia. Ao longo do caminho, Thibault faz uma parada em uma antiga prisão transformada em museu dedicado à escravidão. Foi aqui que trabalhou antes de ser pai, dedicando a sua investigação aos descendentes de escravos da África Ocidental…

Outro pai : Devemos assistir a este novo filme de TV transmitido pela Arte na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, às 22h55?

Através deste road movie realçado pelas luzes e cenários naturais do Senegal, Pierre Linhart questiona a busca pela identidade percorrendo vários caminhos. Paternidade, raízes, sexualidade, traumas…, tantos elementos que constroem um indivíduo. Entre o langor e a contemplação, os preconceitos assumidos do diretor Pierre Linhart trazem a este telefilme uma profundidade e sensibilidade condizentes com a ambição do seu tema.

Notaremos também a atuação do jovem Tyron Bayineni, cuja fotogenicidade só é igualada pela precisão no jogo, apesar da pouca idade. Ou seja, esta viagem iniciática por terras africanas irá agradar aos amantes da poesia e das buscas existenciais.

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