O assunto está em discussão há vários anos, mas a presidência cipriota da União Europeia (UE) fez dele uma das suas prioridades. Seis semanas após o ataque de um drone Shahed contra uma base britânica instalada no seu solo, o governo de Chipre quer que os Vinte e Sete concordem em regressar “operacional” Artigo 42.º, n.º 7, do Tratado UE. Esta cláusula de ajuda e assistência mútua em caso de“ataque armado” contra um país da UE é frequentemente comparada ao Artigo 5 do Tratado da NATO, do qual a República de Chipre não é membro. Os líderes europeus, reunidos na marina de Agia Napa na quinta-feira, 23 de abril, deveriam fazer um balanço do progresso do trabalho realizado pelos serviços de ação externa da UE sobre a doutrina de utilização.
Desde Janeiro e a ameaça dos Estados Unidos, aliado dos europeus na NATO, contra a Gronelândia, território autónomo que depende da Dinamarca, os europeus decidiram interessar-se novamente por este artigo. Historicamente, isto só foi utilizado uma vez, em 2015. Após os ataques terroristas de 13 de Novembro, a França invocou-o e solicitou ajuda aos seus vizinhos, menos com o objectivo de garantir a sua própria segurança, mas para que certos parceiros pudessem substituir as tropas francesas destacadas em operações fora de França.
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