Trabalhador sazonal numa plantação agrícola, em Lleida, Espanha, 13 de agosto de 2025.

Na Europa, a margem de manobra para tomar medidas sanitárias decisivas face ao aquecimento global está cada vez mais reduzida. Esta é, no essencial, a mensagem que os 65 investigadores associados à secção europeia do Lancet Countdown desejam enviar, na quarta-feira, 22 de abril, na sua terceira avaliação das ameaças à saúde ligadas às alterações climáticas, realizada pela revista britânica. A Lanceta. “Em toda a Europa, os efeitos das alterações climáticas na saúde estão a intensificar-se mais rapidamente do que a nossa capacidade de resposta”alerta Joacim Rocklöv, codiretor da Lancet Countdown Europe e professor da Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

De acordo com indicadores desenvolvidos pelos investigadores, os alertas de calor extremo triplicaram em trinta e cinco anos, passando de um em média por ano entre 1991 e 2000 para 4,3 entre 2015 e 2024, o que indica um rápido aumento no número de dias em que o risco de mortes relacionadas com o calor é mais elevado. Mais de 62 mil pessoas morreram de calor no Velho Continente em 2024, segundo estimativas publicadas em Medicina da Natureza em setembro de 2025. Continua a ser o ano mais quente já registado, pouco antes de 2023, quando se estima que o calor tenha causado mais de 50.000 mortes na região.

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