Uma coluna de fumaça sobe acima dos edifícios em Bamako, Mali, em 26 de abril de 2026.

O Mali está agora pendurado por um fio muito tênue. Domingo, 26 de abril, um dia após o lançamento de ataques de escala e coordenação sem precedentes em várias cidades do país, a junta governante ainda não parecia ter recuperado do golpe sem precedentes que lhe foi desferido pelos jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM, afiliado à Al-Qaeda), aliados aos separatistas tuaregues da Frente de Libertação Azawad (FLA).

Segundo várias testemunhas contactadas por O mundoas armas continuaram a estalar no domingo, especialmente em Kati, a cidade-guarnição localizada nos limites de Bamako e onde residem os generais no poder. Os atacantes do GSIM ainda estavam “entrincheirados em edifícios em construção e nas colinas que circundam a cidade”, explica um soldado do Mali no local. Em Sénou, onde está localizado o aeroporto internacional de Bamako – também foi alvo da coligação GSIM-FLA no sábado –, “Todo mundo fica trancado em casa. Ninguém se atreve a sair porque os terroristas ainda estão à espreita, mesmo que hoje não tenha havido combates”sublinhou um morador.

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