Vista aérea de um incêndio florestal em São Félix do Xingu, estado do Pará, Brasil, tirada em 16 de junho de 2025.

Em 2024, o Brasil registou a maior redução nas emissões de gases com efeito de estufa de um ano para o outro desde 2009, devido em particular à queda da desflorestação, segundo dados publicados segunda-feira, 3 de novembro, poucos dias antes do início da COP30.

As emissões brutas no maior país da América Latina foram reduzidas em 16,7% no ano passado em comparação com 2023, segundo cálculos da rede de ONGs brasileiras Observatório do Clima.

Estes números são boas notícias para o governo do presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, que acolhe a conferência climática da ONU, COP30, na cidade amazónica de Belém, a partir de 10 de Novembro.

“Novos dados mostram o impacto do retorno do governo ao controle do desmatamento”que era “deliberadamente fora de controle” sob o mandato do antecessor de Lula, Jair Bolsonaro (2019-2022), afirmou esta rede em comunicado.

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Durante o mandato do ex-presidente de extrema-direita, a desflorestação aumentou acentuadamente, especialmente na Amazónia, onde a vegetação exuberante desempenha um papel essencial na absorção de gases com efeito de estufa.

Os desafios persistem

A desflorestação na maior floresta tropical do planeta tem caído continuamente desde o regresso de Lula ao poder para um terceiro mandato em 2023, após um primeiro mandato como presidente de 2003 a 2010. Caiu 11% num ano durante o período de referência de Agosto de 2024 a Julho de 2025, segundo dados oficiais tornados públicos na semana passada.

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Apesar dos dados encorajadores do ano passado, « dados sobre a economia brasileira em 2025 (…) não nos permitem fazer projeções otimistas” sobre o respeito aos compromissos assumidos pelo Brasil para reduzir suas emissões este ano, temperou o Observatório do Clima.

Ele também critica o fato de Lula apoiar um vasto projeto de exploração de petróleo na costa da Amazônia, enquanto a energia fóssil é a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no mundo.

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As perfurações da empresa pública Petrobras começaram em outubro, após autorização do órgão público ambiental Ibama. Diante dos detratores, Lula defende que o dinheiro do petróleo pode ser usado para financiar a transição energética.

O mundo com AFP

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