Vá embora voando. Já se passaram cinco dias desde que Juliette e seus avós, Jacky e Régine, que não quiseram revelar o sobrenome, viram a gaivota-arenque em sua casa no bairro Gare de Saint-Malo (Ille-et-Vilaine). “Nós o vimos pegar galhos para fazer um ninho. Ele vai ter pequeninos.”diz Juliette, 25 anos, sorrindo, sentada à mesa da cozinha.
Desde o confinamento que acolheram a ave marinha na sua família depois de esta ter aterrado por acaso no terraço. “Um artigo dizia que eles estavam tendo problemas para conseguir comida na época.”explica Régine. Go, como o chamavam, habituou-se a passar por aqui na hora das refeições para provar as sobras que lhe eram confiadas, e só a ele, para não atrair outros congéneres. Mesmo que, observa Jacky, “vemos e ouvimos cada vez menos, é um obstáculo para sobreviver”. Assim, quando souberam, no início de Abril, que a Câmara Municipal de Saint-Malo estava a lançar uma nova campanha de esterilização de ovos de gaivota, viram o vermelho. “É uma ave emblemática do litoral. O que acontecerá se não existir mais? »pergunta o casal septuagenário.
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