Ex-diretor do MC2 de Grenoble (2012-2020) e, anteriormente, do Scène nationale de Chambéry (2000-2006), Jean-Paul Angot morreu no dia 27 de abril, aos 70 anos, no hospital Georges-Pompidou, em Paris. Nascido em 20 de outubro de 1955 em Cherbourg (Manche), este homem nos bastidores atravessou a França para passar a maior parte de sua carreira entre os Alpes e o Vercors.
Companheiro de viagem, em Grenoble, da diretora Chantal Morel na década de 1980, este engenheiro de formação dedicou toda a sua vida ao teatro. Ele faz parte desta geração de administradores que não precisavam escrever ou dirigir para florescer. Experimentou a sua realização graças à descoberta dos artistas – tinha o dom de identificar talentos –, à sua lealdade inabalável aos criadores que estimava, ao seu apoio a uma estética exigente e ao seu ativismo absoluto pelo serviço público. Assumir a responsabilidade de uma direção não era, para ele, o exercício do poder, mas uma missão sagrada.
Vivenciou todo o funcionamento das artes performativas, tendo desempenhado diversos cargos em instituições culturais: vice-presidente do poderoso Sindicato Nacional das Empresas Artísticas e Culturais, presidente da Associação de Palcos Nacionais (2012-2020), foi administrador, codiretor e diretor de empresa. Em 1996, em Nancy, contribuiu ainda para o lançamento do festival Passages dedicado aos teatros da Europa de Leste.
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