Quer venham de ONGs ou de grupos políticos, especialmente de esquerda, os críticos que acusam a TotalEnergies de ser uma “aproveitador de guerra” prometo voltar com força. Porque, no espaço de um mês, o conflito no Médio Oriente e o virtual encerramento do Estreito de Ormuz iniciado em 28 de Fevereiro já inflacionaram consideravelmente os resultados do grupo para o primeiro trimestre de 2026.
Depois de ter especulado nomeadamente sobre os preços do petróleo bruto, a multinacional francesa de hidrocarbonetos registou, na quarta-feira, 29 de abril, no final destes primeiros três meses, um lucro líquido de 5,8 mil milhões de dólares (4,96 mil milhões de euros ao câmbio atual). Isso é 51% a mais do que nos primeiros três meses de 2025, que foi de cerca de US$ 3,9 bilhões. Extrapolados ao longo de um ano, estes lucros recordes são comparáveis aos, historicamente muito elevados, dos anos fiscais de 2022 (20,5 mil milhões de dólares) e depois de 2023 (21,4 mil milhões de dólares), após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Certamente, o conflito entre o Irão e a coligação americano-israelense resultou em perdas de produção de petróleo e gás para a TotalEnergies no Médio Oriente. “Da ordem de 100 mil barris de petróleo equivalente por dia em média” durante o primeiro trimestre de 2026, especifica o CEO, Patrick Pouyanné, em comunicado de imprensa. Mas estas perdas foram compensadas pelo arranque, arranque ou reinício de projetos, como no Brasil e na Líbia. O suficiente para manter a produção de petróleo e gás do grupo em 2,5 milhões de barris de óleo equivalente.
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