O portal se abre para um cenário digno de um thriller. No beco que margeia a casa do chef Olivier Nasti, perto de Kaysersberg (Alto Reno), dezenas de crânios esbranquiçados de veados aparecem enfileirados com chifres que lembram longas garras. Avançamos com cautela, logo excitados por um cheiro inebriante de carne grelhada. No final do caminho, num barracão de jardim, uma grande carcaça de javali é lambida pelas chamas com o estalido de um espeto mecânico.
A fera, previamente marinada numa mistura de erva-doce, zimbro e mel, é cozida durante pelo menos cinco horas, constantemente escovada com a própria gordura para não secar. Depois ela é transportada para o Winstub, a tradicional pousada alsaciana que Olivier Nasti criou em Chambard, seu sofisticado hotel-restaurante. Nós estávamos em O Silêncio dos Inocentescaímos num banquete de Asterix. Aplausos alegres saúdam a chegada do porco selvagem, transportado inteiro sobre uma tábua gigante, cortado em fatias finas acompanhado de roigebrageldi (uma especialidade sólida que combina batata esmagada, banha, bacon e tomilho).
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