Durante quinze anos, foi considerada a tábua de salvação do sistema energético. Mas a guerra no Médio Oriente está a perturbar o fluxo de gás natural liquefeito (GNL) como nunca antes. Correndo o risco de prejudicar por um momento a sua reputação como fonte de energia confiável e flexível.
A preocupação está sendo expressa discretamente entre os participantes do setor. “Quando há gargalos e ocorrem eventos geopolíticos, isso afeta a segurança do abastecimento”reconheceu o secretário-geral da União Internacional do Gás, Menelaos Ydreos, em entrevista à agência Reuters, quinta-feira, 9 de abril. O GNL pode ser mais móvel do que o gás transportado por gasoduto, mas ainda depende de infraestruturas e navios especializados, bem como de certas rotas muito específicas. Tantas condições minadas pelo conflito.
Parte do petróleo produzido pelos países do Golfo continua a ser transportado através de oleodutos terrestres que contornam o Estreito de Ormuz. Nada parecido com o GNL do Catar, um dos principais produtores mundiais, sem rota alternativa de transporte. Embora antes da guerra um quinto do abastecimento mundial passasse diariamente através do estreito, nem um único navio-tanque de GNL – estes imensos navios que transportam gás em forma líquida – se arriscou desde 28 de Fevereiro e a ofensiva americano-israelense contra o Irão.
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