Alexandre Ramagem durante debate televisionado, no Projac Globo, como candidato nas eleições municipais do Rio de Janeiro, Brasil, 3 de outubro de 2024.

Alexandre Ramagem, ex-chefe da inteligência brasileira condenado com o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe de Estado, foi preso nos Estados Unidos para onde havia fugido, segundo as autoridades brasileiras.

Segundo a Polícia Federal (PF) brasileira, “Um brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi preso em Orlando, na Flórida, pela polícia de imigração dos EUA (ICE)”. Fonte da PF confirmou à Agência France-Presse (AFP) que se trata de Alexandre Ramagem, condenado a dezasseis anos de prisão em setembro passado.

No site oficial da polícia de imigração americana, afirma-se simplesmente que é “detido pelo ICE”sem maiores detalhes. “Esta prisão é resultado da cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e as autoridades policiais dos Estados Unidos”sublinhou a PF em nota de imprensa.

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Spyware israelense

O Sr. Ramagem, ex-deputado de 53 anos, “é considerado foragido pela justiça brasileira após sua condenação por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”disse a polícia brasileira. Em 11 de setembro de 2025, foi condenado no julgamento em que o ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro recebeu pena de 27 anos de prisão.

Eles foram considerados culpados de conspirar para manter Bolsonaro no poder, apesar de sua derrota para o atual presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2022. Homem de confiança de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem liderou a agência de inteligência Abin sob sua presidência de julho de 2019 a março de 2022.

Num caso separado, a Polícia Federal recomendou no ano passado a sua acusação pelo seu alegado envolvimento numa rede de espionagem ilegal para Bolsonaro durante o seu mandato. Os investigadores suspeitam que funcionários da Abin tenham usado spyware israelense chamado FirstMile para espionar figuras políticas de todos os lados, juízes da Suprema Corte e até jornalistas.

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O mundo com AFP

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