
Quando Christopher Nolan reúne Al Pacino e Robin Williams para um confronto dantesco, só podemos validar a ideia! Se você nunca viu essa joia do suspense, vá para a Netflix!
Christopher Nolan não é apenas a trilogia O Cavaleiro das Trevas, Inception, Interestelar ou Oppenheimer! Em 2002, o diretor britânico reuniu dois monstros sagrados do cinema mundial, Al Pacino e Robin Williams, para um thriller de tensão absolutamente brilhante: Insônia.
Um thriller sombrio e angustiante
A história segue Will Dormer (Pacino), um policial experiente no limite. Este último chega ao Alasca para rastrear o assassino de uma adolescente brutalmente assassinada. Com sua equipe, ele arma uma armadilha precisa e consegue encurralar o suspeito, mas ele escapa pelas frestas e desaparece em uma névoa espessa.
Dormer sai em sua perseguição e neste purê de ervilhas surge uma silhueta. Uma arma sobe… Ele atira. Um segundo depois, tudo muda: a seus pés está Hap, seu parceiro, baleado por engano. Em estado de choque, mas movido por um reflexo de sobrevivência frio e imediato, Dormer disfarça a cena. Ele recupera a arma abandonada pelo assassino e a coloca perto do corpo, fabricando uma versão dos fatos que o exonera.
Mas ele não está sozinho em saber a verdade. Walter Finch (Williams), o verdadeiro assassino, viu tudo. Então começa um cara a cara venenoso. Finch tem Dormer à sua mercê e exige que ele encerre o caso culpando uma pessoa inocente: o ex-namorado da vítima. Dormer está preso, preso entre sua culpa e sua consciência.
No entanto, é impossível deixar esse predador escapar impune. Mas o tempo está contra ele. Privado de sono, consumido pela culpa, Dormer afunda lentamente. A sua orientação está a vacilar, as suas certezas estão a ruir… e a linha entre a justiça e a mentira está a tornar-se cada vez mais ténue.
O assustador Robin Williams como vilão
Uma verdadeira joia de suspense, Insomnia brilha em particular com uma ideia genial de elenco de Christopher Nolan: ter Robin Williams, a figura personificada do mocinho de Hollywood, no papel de um vilão. Após sua atuação em Photo obsession, o ator cômico mais uma vez interpretou um personagem ambíguo e até maquiavélico.
Para o falecido ator, foi emocionante interpretar um homem tão desprezível como Walter Finch, que o inspira a explorar as áreas mais sombrias de sua personalidade: a sedução do mal ou sua banalidade, por exemplo.
“Embora Robin Williams seja tradicionalmente considerado uma estrela da comédia, sempre amamos suas composições em filmes como The Dead Poets Society e Will Hunting. Achamos que ele seria fascinante como esse assassino suave e inescrutável.”explicou o produtor Andrew A. Kosove.
Para Al Pacino, um personagem regular em papéis de policial, o personagem Will Dormer é diferente de qualquer um de seus papéis anteriores. Ele é um romântico, um policial bem diferente daqueles que teve a oportunidade de interpretar. “Mas, na verdade, encontramos entre os policiais a mesma diversidade que no resto da população, e espero ter feito de Frank Serpico ou Vincent Hanna do Heat personagens distintos”enfatizou ele na época.
Com Insônia, Christopher Nolan tece uma teia infernal e já demonstrou toda sua genialidade na direção. Se você nunca viu ainda, não hesite em lançar o Netflix para curtir esta pequena joia de thriller sombrio, você não se arrependerá!
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