Jordan Bardella, presidente do Rally Nacional, durante o início do ano letivo Medef, em Paris, 28 de agosto de 2025.

Os chefões e a extrema direita terminaram de se avaliar mutuamente; eles agora se comunicam à vista de toda Paris. Um ano antes das eleições presidenciais de 2027, todos percebem o seu interesse. Para o primeiro, pesar no programa económico actualmente desenvolvido por um dos favoritos do escrutínio; para este último, remover definitivamente o rótulo de pária da política francesa e neutralizar as críticas a esta influente corporação.

O ritual é imutável: a notícia da entrevista vaza, círculos empresariais se espalham na imprensa para denegrir seu interlocutor – seja ele a líder do Comício Nacional (RN), Marine Le Pen, ou o presidente do partido, Jordan Bardella –, o RN saúda seu acesso e para ensinar sobre seu programa econômico, e as nomeações continuam.

Duas mesas, em abril, são uma oportunidade para todos se avaliarem. Segunda-feira, 20 de abril, a direção da Medef deve almoçar no dia 17e distrito de Paris com Jordan Bardella, acompanhado pelos dois conselheiros agora experientes nestas reuniões com empregadores, o ex-financeiro François Durvye e o deputado (RN) por Moselle Alexandre Loubet. O próprio lobby patronal comunicou o encontro à imprensa, sem antecipar a emoção despertada: a coisa já não é um acontecimento, considera, destacando os seus encontros no mesmo quadro com La France insoumise, e o convite de Jordan Bardella para o início do ano letivo de Medef, no verão de 2025.

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