A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL
Raramente a música foi filmada tão bem no cinema. É preciso dizer que para o seu documentário sobre a Orquestra de Paris, fundada em 1967 e apresentada na Philharmonie desde 2015, o diretor Philippe Béziat beneficiou dos impressionantes recursos técnicos da instituição. Assim, para cada take foram abertos nada menos que 90 microfones para melhor captar o trabalho dos 120 músicos permanentes que compõem o prestigiado conjunto. Tantas trilhas sonoras que o cineasta e sua equipe conseguiram posteriormente retrabalhar para nos fazer ouvir um determinado instrumento ou troca, e ficar o mais próximo possível do ponto de vista da câmera. Explorando a profundidade e a lateralidade que o Dolby 5.1 permite.
Como tal, Nós a orquestra quase representa o culminar da obra de Philippe Béziat. Desde 2009 e Pelleas e Mélisande. A canção dos cegoso diretor multiplicou as gravações de óperas e peças, relatando tanto o resultado em cena quanto o trabalho de produção que envolveu cada criação. Índias Galantes (2021), sobre o diálogo organizado pelo realizador Clément Cogitore entre as composições barrocas de Jean-Philippe Rameau (1683-1764) e a energia hip-hop dos bailarinos contemporâneos, deixou a sua marca, valendo-lhe uma nomeação para o César de melhor documentário.
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