Durante um comício que marca o 30º aniversário do assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, cujo rosto aparece em uma parede coberta de grafites, em Tel Aviv, em 1º de novembro de 2025.

CA nova face de Israel surgiu em 5 de Outubro de 1995, na Praça Zion, em Jerusalém, onde Benjamin Netanyahu, o líder da oposição, reuniu dezenas de milhares de apoiantes entusiasmados. O alvo dos seus ataques virulentos foi Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro que assinou acordos de paz dois anos antes com Yasser Arafat, chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Estes Acordos de Oslo já permitiram a retirada do exército israelita da maior parte da Faixa de Gaza e acabam de ser complementados por um calendário para a evacuação de parte da Cisjordânia. Os territórios assim evacuados podem permanecer privados de continuidade geográfica e de soberania política, mas isto é demais para Netanyahu e os seus seguidores que acusam Rabin de fazer um pacto com o “terrorismo”.

O chefe do governo é caricaturado como um oficial da SS e alguns manifestantes cantam “morte a Rabin”. O serviço de segurança interna, o Shin Bet, pede em vão a Netanyahu que acalme as coisas. Mas o político ambicioso está convencido de que só uma oferta tão superada lhe permitirá prevalecer contra um herói de todas as guerras de Israel, com o dobro da sua idade.

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