Encontro com o Papa no campus Leão XIV da Universidade Nacional da Guiné Equatorial, em Malabo, 21 de abril de 2026.

Talvez seja a atmosfera de uma cidade mais à escala humana do que as visitadas até agora? Ou a leveza que acompanha o final desta longa viagem africana de dez dias? Em Malabo, 300 mil habitantes, na Guiné Equatorial, o Papa finalmente foi ao encontro dos fiéis na terça-feira, 21 de abril.

Depois do seu discurso às autoridades do país, o norte-americano de 70 anos, que costuma cumprimentar a multidão a partir do seu papamóvel, foi passear pelas ruas, o mais próximo possível da multidão que o esperava durante horas agitando bandeiras da Santa Sé.

Por toda parte, na Argélia, nos Camarões, em Angola e finalmente na Guiné Equatorial, os fiéis vieram em massa, chegando às vezes na noite anterior, ou muito cedo pela manhã, nos estádios, nos terrenos baldios, nas igrejas, para receber a bênção do chefe da Igreja Católica.

“África ocupa um lugar privilegiado no coração do Papa e da Igreja universal, porque é o continente que experimenta o maior crescimento em termos da fé cristã católica”, sublinha Victorino Kalicque, um sacerdote de 40 anos, presente no domingo, 19 de Abril, no meio da multidão que tentava aproximar-se do altar da igreja do Kilamba, cidade-dormitório a cerca de trinta quilómetros a sul de Luanda, capital angolana. A vinda do papa, acrescenta ele, “dá esperança” num país onde “as desigualdades são demasiado grandes, o desemprego é demasiado elevado [28 %] “, enquanto ele está “rico em recursos”.

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