Este é um daqueles imbróglios jurídico-políticos dos quais Donald Trump guarda o segredo. A Reserva Federal americana (Fed) corre o risco de ficar sem presidente no final do mandato de Jerome Powell, em 15 de maio, se o confronto dentro dos republicanos não encontrar uma solução rápida. Uma vaga à frente do banco central seria completamente sem precedentes. E isto, apesar de Kevin Warsh, o candidato proposto pelo presidente americano em Janeiro, ter, no papel, todos os motivos para obter o parecer favorável dos senadores durante a sua audiência de confirmação, terça-feira, 21 de Abril.
Para compreender o impasse em que os republicanos se encontraram, temos de rebobinar o fio. Desde o início do seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Donald Trump tem continuado a criticar o chefe da Fed, Jerome Powell. Este republicano que ele próprio nomeou em 2018 – foi confirmado para um segundo mandato por Joe Biden em 2022 – acumula falhas aos olhos da Casa Branca.
Ele segue uma política monetária prudente, quando Donald Trump gostaria de ver as taxas diretoras da instituição reduzidas, para apoiar a economia americana. Ele defende a independência do Fed quando o Trumpismo raciocina em termos de lealdade total. Por fim, ele cultiva um catarro inesgotável quando o presidente gosta de nada mais do que confronto.
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