Isabelle Letellier, ativista climática francesa que leciona na Universidade de Estocolmo, posa para um retrato na sala da casa onde mora com o companheiro e dois filhos, num bairro no oeste de Estocolmo.

Em 17 de setembro de 2023, Isabelle Letellier saiu de casa, a oeste de Estocolmo, no início da manhã. Atuante há pouco mais de quatro anos no Scientists in Rebellion, braço do grupo ambientalista Extinction Rebellion, a acadêmica, doutora em psicologia, tinha encontro marcado no aeroporto de Bromma, a 3 quilômetros de sua casa, para participar de uma ação contra jatos particulares, grandes emissores de CO₂. Seus filhos, agora com 9 e 11 anos, tiveram um jogo de basquete e uma festa de aniversário à tarde. Ela pensou que voltaria para o almoço. Mas nada saiu como planejado.

Com cabelos cacheados e óculos redondos, sentada em sua sala com paredes forradas de livros, Isabelle Letellier, 43 anos, conta o momento em que tudo mudou. Havia 17 ativistas naquele dia, reunidos no estacionamento em frente ao terminal de aviões particulares. Ela segurava uma faixa pedindo a proibição quando dois de seus companheiros jogaram tinta vermelha em um hangar e em um jato. Policiais armados chegaram e prenderam todos os manifestantes.

Você ainda tem 80,5% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *