O que viemos ver ou rever, sábado, 25 de abril, no Théâtre de la Ville, em Paris, são antes de tudo as encantadoras peças históricas de invenção e beleza de William Forsythe, 76 anos, mestre americano do clássico contemporâneo excêntrico. O que esperamos é o talento dos bailarinos do Ballet de l’Opéra national du Rhin, dirigido desde 2017 por Bruno Bouché, para assumir este repertório excepcional. Sim ou não, conseguirão superar os mil e um obstáculos da escrita nervosa e fervilhante de Forsythe?
E daí? A noite, que abre com Trio (1996) e Quinteto (1993), então aumenta a tensão graças ao inesquecível Inimigo na Figura (1989), é uma maravilha. As três obras de Forsythe, que datam da década de 1990, parecem ter saído do forno; os intérpretes, todos únicos, estão à altura do desafio destas peças corajosas. Na presença desta estrela absoluta da dança que é Forsythe, o programa foi aclamado pelo público.
Há muito tempo, muito tempo que não tivemos a oportunidade de ficar chocados e abalados com este estilo explosivo, uma limpeza completa do vocabulário clássico do qual restam apenas linhas cruas. À frente do Ballet de Frankfurt de 1984 a 2004, depois da Forsythe Company de 2005 a 2015, o coreógrafo, que depois cita Jacques Derrida (1930-2004), Gilles Deleuze (1925-1995) ou o arquitecto desconstrutivista Daniel Libeskind como referências, faz falar dele com criações arrasadoras. Agora refugiado no coração das florestas de Vermont (Estados Unidos), ele continua sua pesquisa.
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