Nesta fotografia oficial, o chefe da junta maliana, Assimi Goïta, conforta um familiar do ministro da defesa maliano, Sadio Camara, morto três dias antes, em Bamako, a 28 de abril de 2026.

O bloqueio é declarado em torno de Bamako. Quatro dias depois dos ataques coordenados lançados no sábado, 25 de abril, contra a junta no poder, pelos rebeldes independentistas do norte e pelos combatentes do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM, afiliado à Al-Qaeda), estes últimos anunciaram o cerco à capital maliana. “A partir de hoje, bloquearemos Bamako (…). Ninguém mais entrará lá” até novo aviso, advertiu, terça-feira, 28 de abril, um dos porta-vozes dos jihadistas, Bina Diarra, numa mensagem vídeo transmitida em Bambara através dos canais de propaganda do grupo.

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O cerco à capital, que não foi eficaz na manhã de quarta-feira, 29 de abril, é apresentado como uma ação de retaliação contra a hostilidade de alguns habitantes de Bamako. “Quando nossos homens começaram a se retirar [dans l’après-midi du samedi 25 avril]a população ajudou o exército a capturar e matar alguns dos nossos jihadistas”, justificou Bina Diarra. O porta-voz do grupo liderado por Iyad Ag Ghali também lançou um apelo “a todos os muçulmanos e a todos os malianos” assim como “qualquer soldado que valorize sua vida” juntar-se aos jihadistas para se candidatar “ juntos a religião de Deus, o Todo-Poderoso” E “construir o país com paz e dignidade”.

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