Este item é retirado da revista mensal Sciences et Avenir n°951, datada de maio de 2026.

Já sabíamos que era resistente à radiação ionizante, aos raios ultravioleta, à dessecação, à fome, ao frio extremo ou ao vácuo do espaço… É isso. Deinococcus radiodurans – apelidado “Conan, a Bactéria” – também pode sobreviver ao impacto de um asteróide!

Para provar isso, cientistas da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos) colocaram colônias desse fascinante organismo entre duas placas de metal submetidas a poderosas ondas de choque.

Leia tambémUma bactéria da Terra pode contaminar o planeta Marte

O suficiente para reviver a hipótese de panspermia

A uma pressão de 1,3 gigapascais (GPa) – mais de dez vezes a exercida no fundo da Fossa das Marianas, o ponto mais baixo dos oceanos da Terra – 95% dos micróbios permaneceram ilesos. A taxa de sobrevivência ainda atingiu 60% em 2,4 GPa. E 20% a 3 GPa, pressão semelhante à produzida pelo impacto de um objeto celeste na superfície planetária.

O suficiente para reavivar a hipótese da panspermia: se bactérias deste tipo tivessem existido em Marte há 4 mil milhões de anos, poderiam ter resistido à queda de um asteroide, sendo ejetadas para o espaço antes de caírem no nosso planeta para semeá-lo.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *