Há poucas chances de vermos milhões de pessoas alimentando as procissões dos trabalhadores na sexta-feira pelo 1º.er-Poderia. Isso ocorre enquanto ainda decorrem as férias escolares em diversas academias e já faz muitos anos que o Dia Internacional do Trabalhador não movimenta mais grandes multidões, exceto quando ocorre durante conflitos sociais como em 2023, durante a reforma previdenciária. Mas estes desfiles, esparsos ou não, não dirão muito sobre o clima social que reina no país um ano antes das eleições presidenciais.
Aqueles que optarem por sair às ruas não terão que quebrar a cabeça por muito tempo para encontrar razões para fazê-lo. Debates em torno do trabalho em 1er-Maio, a crise dos combustíveis ligada ao aumento do preço dos hidrocarbonetos desde o ataque americano-israelense ao Irão, o possível regresso da inflação, a estagnação dos salários… São inúmeras as razões para os trabalhadores expressarem o seu descontentamento.
No entanto, o ressentimento ainda permanece relativamente discreto. Os sindicatos, porém, não deixam de alertar o governo e os parlamentares que, por sua vez, parecem navegar à vista, como mostra o episódio do projeto de lei proposto por Gabriel Attal para a abertura de empresas no dia 1º.er-Poderia. O seu progresso no Parlamento foi interrompido no início de abril pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, antes de propor um projeto de lei mais rígido na quarta-feira.
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