A escalada das tensões no Médio Oriente faz do Canal do Panamá uma passagem estratégica
O Canal do Panamá regista um aumento da procura devido ao encerramento da passagem marítima no Golfo, rota por onde costumava passar 20% do petróleo mundial antes do início da guerra, em 28 de Fevereiro, entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, o número de passagens de petroleiros através do Canal do Panamá duplicou e um navio que transportava gás liquefeito de petróleo (GPL) recentemente pagou 4 milhões de dólares para passar mais rapidamente. O tráfego no canal aumentou de 34 navios por dia em janeiro para 41 atualmente, com até 50 chegadas por dia, segundo seus gestores.
O governo panamenho reafirmou, terça-feira, a “neutralidade” do Canal do Panamá e do “precisa preservar” rotas de trânsito marítimo para fazer face ao bloqueio do Estreito de Ormuz devido à guerra no Médio Oriente.
O ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martinez-Acha, conversou por telefone na terça-feira com seu homólogo israelense, Gideon Saar, sobre o contexto internacional “marcado por tensões no Médio Oriente”.
Durante esta conversa, o Sr. Martinez-Acha mencionou “a importância da neutralidade do Canal do Panamá como pilar do comércio mundial”conforme estabelecido nos tratados em caso de conflito. O ministro panamenho também insistiu em “a necessidade de preservar a estabilidade das principais rotas de comunicação para o trânsito marítimo e energético”.