“Inadmissível” E “infundado”. É nestes termos que a França julga os recursos interpostos contra si perante um órgão das Nações Unidas por um grupo de deputados e por organizações de cidadãos (nomeadamente o Coletivo de Cidadãos JOP 2030 e associações como a Mountain Wilderness) pela gestão do ficheiro dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos dos Alpes 2030.
Sexta-feira, 24 de Abril, ou seja, no último dia do prazo de cinco meses concedido a Paris para refinar a sua resposta, o Ministério dos Desportos enviou ao comité de cumprimento da Convenção de Aarhus, em Genebra, um memorando de 12 páginas que tenta esclarecer como a França está a respeitar, nesta matéria, os compromissos que assumiu com a comunidade internacional ao assinar esta convenção internacional em 25 de Junho de 1998 (e ao ratificá-la em 2002).
O projeto prevê 13 locais de competição distribuídos por quatro pólos, com um impacto ambiental estimado pelos organizadores entre 689 mil e 804 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente. Envolve infraestruturas novas ou remodeladas em ambientes sensíveis, espera-se que o consumo de água e energia aumente, bem como a construção de aldeias olímpicas, incluindo a planeada em Fort des Trois-Têtes, Património Mundial da UNESCO, em Briançon (Altos-Alpes).
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