Com mais de quarenta anos de carreira, Isabelle Peretz é pioneira no estudo das ligações entre o cérebro e a música. A entusiasta do violão clássico originalmente queria estudar música e neurologia, mas voltou-se para a psicologia experimental e, a conselho de seu pai, combinou seus dois interesses em suas pesquisas de mestrado e doutorado. Em 2005, co-fundou o Laboratório Internacional de Pesquisa sobre Cérebro, Música e Som com seu colega Robert Zatorre, na Universidade de Montreal (Canadá).
Por ocasião do lançamento de seu livro Cure com música. Notícias de neurociência (Odile Jacob, 176 páginas, 16,90 euros), entrevista a uma investigadora apaixonada.
Em seu livro, você aborda o caso emblemático da cantora quebequense Renée Claude, portadora do mal de Alzheimer, que, desde as primeiras notas de uma música de Léo Ferré, começou a cantar. O que está acontecendo no cérebro desses pacientes?
A doença de Alzheimer causa degeneração neuronal que afeta o hipocampo, uma estrutura cerebral essencial para a codificação de novas informações na memória. O córtex pré-frontal medial, repositório de memórias autobiográficas, e o sistema límbico, sede das emoções, são preservados por mais tempo.
Você ainda tem 82,79% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.