Ele parece tão legal, Wahib Nacer. O franco-jibutiano de 82 anos é cortês, sorridente, tem o porte altivo, a elegância de um príncipe da Arábia distante e uma barba tão bem aparada como os seus fatos. Além disso, é modesto e se apresenta como um simpático “funcionário do banco”aquele que foi o pilar do banco privado do Crédit Agricole Suisse, pessoalmente responsável pela fortuna da família real da Arábia Saudita, da família Bugshan – cerca de 9 mil milhões de dólares (7,6 mil milhões de euros), ninguém sabe ao certo, nem mesmo os seus membros – e mil milhões de euros de fundos líbios.
Nacer, para seu infortúnio, está no centro do julgamento de recurso sobre suspeitas de financiamento líbio da campanha presidencial de Nicolas Sarkozy, em 2007. Certamente, de uma forma bastante indirecta: foi ouvido no caso Karachi, na venda de armas a Riade, em 1994, que permitiu gerar enormes comissões, em parte para a campanha de Edouard Balladur; destacou-se durante o contrato da Miksa, ainda com a Arábia Saudita, para o qual conheceu Claude Guéant, então chefe de gabinete do Ministro do Interior Nicolas Sarkozy, que sonhava em assinar este acordo para o fornecimento de equipamentos de segurança. E aqui está ele preso no caso da Líbia.
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