Com uma mente viva, um olhar atento, atento aos outros, curioso por descobrir os lados ocultos da actualidade, foi um jornalista apaixonado. Jean-Louis Saux morreu durante o sono, no dia 19 de abril, às 4 horas da manhã, numa casa de repouso em Le Bourget (Seine-Saint-Denis), onde vivia há um ano, aos 74 anos. em Gensac (Gironde) de pais de Bordéus. Seu pai, um Guarda Republicano, ingressou na gendarmaria durante a Segunda Guerra Mundial para escapar do serviço de trabalho obrigatório. Formado pela Escola Superior de Jornalismo de Lille, iniciou sua carreira na Diário do Centro em Nevers.
A partir de 1971, Jean-Louis Saux foi freelancer na Mundo. Num primeiro artigo, ele descreve as condições de vida dos jovens jóqueis aprendizes (16 de novembro de 1971). Voltou lá alguns meses depois para contar a criação de uma secção da CFDT – sindicato ao qual seria leal – de rapazes, estes “cavalos proletários”, em Maisons-Laffitte (Yvelines) (4 de março de 1972). Ele relata sobre o “esquerdistas no campo” por ocasião do festival da Luta dos Trabalhadores, em Presles (Val-d’Oise), onde militantes maoístas exibem uma grande foto de Stalin e discutem com os trotskistas (24 de maio de 1972). Noutros artigos, demonstra a sua fibra ecológica ao falar dos habitantes do oeste de Paris que se opõem à passagem da autoestrada A86 para “salve as florestas” ou aqueles que se rebelam contra a via expressa da margem esquerda com gritos de “Pregos, não alcatrão!” ».
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