Migrantes embarcam num barco para tentar atravessar o Canal da Mancha, em Malo-les-Bains (Norte), em 8 de abril de 2026.

Cerca de 7.900 migrantes morreram ou desapareceram nas rotas migratórias em todo o mundo no ano passado, menos do que o recorde de 9.200 registado em 2024, segundo uma contagem publicada terça-feira, 21 de abril, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No total, mais de 80 mil migrantes morreram ou desapareceram desde que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) começou a recolher estes dados em 2014. “As quase 8.000 mortes registadas em 2025 marcam a continuação e o agravamento de um fracasso global para acabar com estas mortes evitáveis”sublinhou a agência das Nações Unidas para as migrações no seu relatório anual sobre este assunto.

Segundo a OIM, a descida registada no ano passado “está ligada, em parte, a uma redução real no número de pessoas que tentam utilizar rotas de migração irregulares e perigosas”particularmente no continente americano. “Mas também se explica pelas restrições financeiras impostas aos atores humanitários que documentam as mortes de migrantes nas principais rotas migratórias”acrescentou a organização com sede em Genebra.

Desde o início do ano, a OIM já registou 1.723 pessoas mortas ou desaparecidas nas rotas migratórias.

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O mundo com AFP

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