O presidente cubano Miguel Díaz-Canel durante as celebrações do 65º aniversário da invasão da Baía dos Porcos e da proclamação do caráter socialista da Revolução Cubana, em Havana, 16 de abril de 2026.

Espanha, México e Brasil manifestaram, no sábado, 18 de abril, sua preocupação com “para a situação dramática” em Cuba e, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos, que impõem um bloqueio à ilha desde Janeiro, apelou à “um diálogo sincero e respeitoso” com Havana.

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“Expressamos a nossa enorme preocupação com a crise humanitária que atravessa o povo de Cuba e apelamos à adoção das medidas necessárias para aliviar esta situação”afirmaram os três governos neste comunicado de imprensa, publicado pelo Ministério das Relações Exteriores do México.

Eles pediram “evitar ações que agravem as condições de vida da população ou que sejam contrárias ao direito internacional”.

Cúpula de líderes de esquerda

Os três países também defendem“uma solução duradoura para a situação atual e a garantia de que é o povo cubano quem decide o seu futuro com total liberdade”.

Este apelo surge no momento em que se realiza em Barcelona uma cimeira de líderes mundiais de esquerda, com a presença, entre outros, da Presidente do México, Claudia Sheinbaum, e do seu homólogo brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, sob a égide do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez.

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Os Estados Unidos, que se opõem ao poder comunista em Cuba desde a sua criação em 1959, aumentaram a sua pressão económica sobre o país caribenho de 9,6 milhões de habitantes em Janeiro, bloqueando todos os fornecimentos de hidrocarbonetos, logo após derrubarem o seu principal aliado, o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Este bloqueio exacerbou a crise económica e energética que Cuba atravessa há muitos anos.

O mundo com AFP

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