Oscar Schmidt contra Scottie Pipen, nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Atlanta, 30 de julho de 1996.

Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e atirador com uma carreira excepcionalmente longa, morreu sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos, anunciaram a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e sua família.

Casado e pai de dois filhos, o ex-jogador de basquete, que há anos lutava contra um tumor cerebral, foi internado no início do dia em um hospital de São Paulo. A causa de sua morte não foi revelada. Seu filho, Felipe, dedicou uma mensagem a ele no Instagram: “Hoje o mundo perde um ídolo, eu perco meu pai (…). Descanse em paz, pai”.

Apelidado “mao papai noel” (a mão sagrada), ele marcou 49.737 pontos ao longo de sua longa e prolífica carreira (1974-2003) pelo clube e pela seleção nacional, um recorde mundial que permaneceu por muito tempo até que o astro americano LeBron James o ultrapassou em 2024.

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“O melhor jogador da história do basquete brasileiro se despede como ícone absoluto do esporte, deixando um legado que redefiniu os limites do que é possível em quadra”cumprimentou a CBB em nota à imprensa.

Reunião perdida com a NBA

Atirador genial, Schmidt disputou cinco Jogos Olímpicos, de Moscou 1980 a Atlanta 1996, e continua até hoje como o maior artilheiro da história dos Jogos Olímpicos, com um total de mais de mil pontos marcados. O brasileiro só se aposentou aos 45 anos, em 2003, quando jogava pelo Flamengo.

Oscar Schmidt brilhou em clubes do Brasil, Itália e Espanha, mas nunca jogou na NBA. Selecionado pelo New Jersey Nets em 1984, mesmo ano em que Michael Jordan foi escolhido pelo Chicago Bulls, ele finalmente decidiu não jogar na liga norte-americana. Ele afirmou repetidamente que isso o obrigaria a renunciar à seleção nacional, de acordo com as regras em vigor na época.

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A falta de encontro com a NBA foi de certa forma compensada pela participação no All-Star Game, durante a partida das celebridades, em 2017. “Oscar Schmidt não era apenas um jogador extraordinário. Ele era a própria definição de devoção, paixão e compromisso com o esporte.”sublinhou a CBB, para a qual “sua morte marca o fim de uma era”.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou suas condolências à família do jogador e seu “legião de fãs”. “Sua dedicação elevou o nome do país e foi fonte de inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte”escreveu o líder de esquerda no X.

O mundo com AFP

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