NNós, editores que trabalham em casas e grupos diferentes, de gerações e sensibilidades diferentes, estamos unidos pela mesma paixão pelos livros e pelo mesmo apego a quem dedica a vida à escrita, do autor ao livreiro. Estamos convencidos de que o nosso tempo nunca teve tanta necessidade de ler, numa altura em que o recente estudo do Centro Nacional do Livro (CNL) mostra o alarmante declínio da leitura.
Compartilhamos a mesma preocupação após a demissão brutal de Olivier Nora, presidente e CEO da Editions Grasset durante vinte e seis anos, um editor estimado e respeitado por toda a profissão. Esta decisão marca uma convulsão sem precedentes: um grupo mediático e editorial não esconde os seus desígnios políticos e está a travar uma guerra cultural e ideológica em plena luz do dia. Demonstramos nossa solidariedade a todas as equipes do grupo Hachette Livre, de Vincent Bolloré.
A questão vai muito além do mundo literário. A diversidade dos catálogos, o pluralismo de opiniões e de criação e o respeito pela liberdade editorial constituem princípios essenciais para a perenidade da democracia.
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