A Polícia Nacional acaba de sofrer um ataque cibernético. Os dados de 17 mil policiais foram comprometidos. A intrusão passou despercebida por um mês.

Um novo vazamento de dados acaba de atingir a França. Embora os ataques cibernéticos aumentem em toda a França, a polícia nacional acaba de sofrer uma violação de dados. Conforme explica a polícia num email dirigido às vítimas, os dados pessoais e profissionais dos mais de 170.000 policiais franceses foram comprometidos.

A causa do vazamento é e-campusa ferramenta de formação à distância utilizada diariamente pelos agentes da Polícia Nacional. Administrada por um provedor de serviços privado, a plataforma foi vítima de um incidente de segurança no mês passado. O vazamento passou despercebido por várias semanas. Como costuma acontecer, são os fornecedores terceirizados que se encontram na mira dos hackers.

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Dados que colocam policiais em perigo

Do “policiais ativos, administrativos e contratuais” são afetados, indica o e-mail. Entre os dados roubados, encontramos nomes, nomes, endereços de e-mail profissionais, cidades, países e fusos horários dos agentes. As informações também incluem dados comportamentais, como datas da primeira e da última conexão, módulos de treinamento concluídos, crachás obtidos e todas as ferramentas e portais utilizados dentro da plataforma.

É mais que suficiente para orquestrar uma campanha de phishing extremamente eficaz. Esta informação é agora divulgada na dark web, estima Clément Domingo, o especialista em cibersegurança que transmitiu o email de alerta.

“Esses dados podem parecer triviais, mas não são. Ao cruzá-los com os milhões de dados pessoais já hackeados, eles expõem e colocam em risco mais de 170 mil policiais”explica o pesquisador Clément Domingo.

Assim que o incidente foi detectado pelas equipes de segurança, “medidas corretivas imediatas foram tomadas” a fim de “garantir o acesso e avaliar a extensão do comprometimento”. Estas medidas chegam obviamente um pouco tarde, dado que a fuga remonta a “Últimos 17 e 18 de março.” As autoridades ainda tentam entender como os hackers conseguiram invadir o sistema, enquanto a plataforma tenta retomar o funcionamento normal.

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