A montanha finalmente deu à luz “não de rato, mas de formiga”, já lamentamos entre as associações de governantes eleitos locais. Anunciado com grande alarde pelo Primeiro-Ministro, Sébastien Lecornu, à sua chegada a Matignon, o “novo ato de descentralização” prometido pelo executivo acabará por não ser um deles. Visto por O mundoo projecto de lei que deveria reflectir as ambições do governo não contém, de facto, qualquer medida relativa à distribuição de poderes entre o Estado e as comunidades.
Certamente, o executivo excluiu diretamente uma “grande noite” da descentralização. No entanto, ele afirmou o objetivo de “esclarecer habilidades” entre o Estado e as comunidades. “Às vezes há muitos cozinheiros na cozinha, cada um faz de tudo um pouco e, no final, já não sabemos quem é responsável pelo quê”, explicou Françoise Gatel, em dezembro de 2025, durante o lançamento da consulta sobre esta reforma. O Ministro do Planeamento Regional e Descentralização mencionou então um possível reforço da descentralização da política de habitação e deu sinais de abertura às regiões em temas de formação ou orientação, políticas públicas sobre as quais os eleitos regionais exigiam plena competência.
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