Um homem inspeciona as suas colheitas danificadas num campo cultivado em Sidi Slimane, Marrocos, em 24 de junho de 2024, após seis anos consecutivos de seca.

É uma engrenagem essencial no clima global e poderá falhar mais do que o esperado. A principal circulação oceânica no Atlântico, chamada Circulação Meridional de Inversão do Atlântico (ou AMOC), poderá enfraquecer 51% até 2100 num cenário de emissões moderadas de gases com efeito de estufa (ou seja, a trajetória atualmente seguida pela humanidade), de acordo com um estudo publicado em Avanços da Ciênciaquarta-feira, 15 de abril. Uma queda muito mais acentuada do que as estimativas anteriores, que previam uma queda média de 32%.

A AMOC desempenha um papel central na redistribuição do calor à escala planetária. Este conjunto de correntes, do qual faz parte a Corrente do Golfo, forma um imenso loop de sul a norte do Atlântico, com uma vazão de 18 milhões de metros cúbicos por segundo. Ao transportar águas quentes e salgadas dos trópicos para o norte da bacia, ajuda a manter um clima ameno na Europa. AMOC também afeta o regime de chuvas nos trópicos, contribui para o armazenamento de CO2 em profundidade e transporta nutrientes essenciais à biodiversidade marinha.

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