Enquanto os representantes eleitos da Assembleia Nacional (RN) sobem aplausos estrondosos, os rostos do campo presidencial, no centro do Hemiciclo, ficam desanimados. A alteração do governo que reintroduz o sistema de zonas de baixas emissões (ZFE) acaba de ser rejeitada durante a votação final do projeto de lei para simplificar a vida económica, terça-feira, 14 de abril, na Assembleia Nacional. Um grande revés para o governo de Sébastien Lecornu que corporiza a má situação em que se encontra o executivo no Parlamento.
Absorvido pela crise no Médio Oriente e pelas suas repercussões nos preços da energia, o governo não previu o clamor causado pela proposta de lei que visa relaxar as condições de trabalho em 1er-Maio para determinados setores de atividade. O debate, contornado pela aprovação de uma moção de rejeição, sexta-feira, pelos apoiadores do texto (do Renascimento ao RN) lembrou ao governo sua grande vulnerabilidade, na ausência de maioria. O Ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou, garantiu terça-feira perante a representação nacional que seria aprovada uma lei em 2026 para “juridicamente seguro” a atividade dos padeiros artesanais e dos floristas, em 1er-Poderia.
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