Ex-CEO da Lafarge, Bruno Lafont, ao chegar à corte de Paris, em 13 de abril de 2026.

Um caso de um “extrema gravidade” tendo infringido “irremediável” à ordem pública e aos interesses fundamentais da nação, uma “sistema organizado, opaco e ilegal” financiamento do terrorismo num montante “nunca alcançado” de 5,6 milhões de euros, decisões de gestão “cínico”réus que “descartar” de suas responsabilidades por meio de negações “absurdo” e argumentos “falacioso” confinando para alguns ao “covardia”

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As palavras proferidas, segunda-feira, 13 de abril, pela juíza Isabelle Prévost-Desprez durante as deliberações do julgamento da Lafarge e de oito dos seus ex-gerentes e funcionários julgados por terem pago dinheiro a diferentes grupos terroristas na Síria entre 2013 e 2014, a fim de manter a atividade de uma fábrica de cimento no país, ressoaram cruelmente, durante quase quatro horas da leitura deste acórdão, nos recintos da 16.ª câmara do Tribunal Penal de Paris.

O presidente ainda obscureceu ainda mais este quadro contundente ao estabelecer uma ligação direta entre este “parceria comercial” passou pela cimenteira com grupos terroristas, em primeiro lugar a organização Estado Islâmico (EI), e os ataques perpetrados por estes últimos: “Como disse uma parte civil, vítima dos ataques de 13 de novembro de 2015, os números e as decisões financeiras tomadas pelos culpados neste caso foram transformados em Kalashnikovs, em explosivos, que mataram, mutilaram, feriram e devastaram vidas na Síria e em França. »

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