Já se passaram mais de vinte dias desde que Tristan Lahais esvaziou sua lata de lixo. “Desde o início do orçamento, este é o primeiro dia que passo em casa”confidencia o deputado (Génération.s) de Ille-et-Vilaine por telefone, quinta-feira, 6 de novembro. Aproveitou para lançar máquinas e cumprimentar alguns amigos, antes de partir no dia seguinte para Paris e passar todo o fim de semana sentado na Assembleia Nacional. O resto durou pouco. E mesmo que muitos deputados como ele não queiram sentir pena de si mesmos no meio de uma “maratona orçamentária”, a grande maioria ainda se questiona sobre a adequada construção de um texto tão importante em condições tão intensas.

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Já se passaram três semanas desde que as discussões sobre o projeto de lei de finanças (PLF) de 2026 começaram na comissão de finanças da Assembleia, antes de continuarem em sessão pública, tal como o seu equivalente relativo à Segurança Social (PLFSS). Os debates avançam lentamente, mas o ritmo de trabalho é sustentado, com sessões que duram muitas vezes das 9h00 à meia-noite, incluindo fins de semana.

Tendo o governo renunciado à utilização do artigo 49.3 da Constituição para a aprovação do seu orçamento, o envolvimento dos deputados no Hemiciclo é maior, com forte mobilização de todos os campos. “A situação é completamente sem precedentes. Então aprendemos à medida que avançamos, a fazer uma Assembleia funcionar sem maioria e sem 49,3”afirma o presidente dos deputados socialistas, Boris Vallaud. Outros, como Jean-Philippe Tanguy (Rally Nacional, RN; Somme), acreditam que esta Assembleia não é de forma alguma “não feito para constituir um orçamento”.

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