Karin Viard (centro) interpreta Diane em “La Maison des femmes”, de Mélisa Godet.

A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL

“Infelizmente, não basta assinar um cheque para que não haja mais feminicídios”lançou em 2019, na rádio, Marlène Schiappa, então Secretária de Estado responsável pela igualdade entre mulheres e homens e pela luta contra a discriminação, sobre os mil milhões de euros exigidos pelas associações feministas para acabar com a violência contra as mulheres. O trecho é usado no primeiro longa-metragem de Mélisa Godet, rendendo a Diane (Karin Viard) este grito sincero do outro lado da estação: “Bem, tente de qualquer maneira!” » A personagem inspirada em Ghada Hatem-Gantzer, fundadora da Maison des femmes de Saint-Denis (Seine-Saint-Denis), recorda então que Espanha libertou, por seu lado, mil milhões de euros ao longo de cinco anos.

Filme coral centrado na atividade desta estrutura de acolhimento, consulta e prevenção de mulheres em dificuldade ou vítimas de violência, criada em 2016, A Casa das Mulheres é permeado por uma raiva saudável por toda parte. Contra o patriarcado e os seus delitos, a falta de recursos, a indiferença, a injustiça, um certo desamparo. “Tenho a impressão de esvaziar o mar com uma colher de chá, mas estou extremamente orgulhoso de poder fazer isso com você”, diz, no final do filme, Diane para suas equipes.

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