Em Papai apesar de si mesmo, Alex Tomás (Arnaud Ducret) é um festeiro de 43 anos, um jornalista irreverente que passa as noites em boates na esperança de conseguir informações para a revista Insider. Ao descobrir que sua filha de 17 anos, que ele não criou, está sendo assediada no ensino médio, ele decide se infiltrar lá fingindo ser professora de história. Este é o ponto de partida de Papa apesar dele (nossa opinião), uma comovente comédia transmitida nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, a partir das 21h10. no TF1, onde o comediante e ator Arnaud Ducret, descoberto em Instruções de uso para os paisinterpreta um pai pronto a fazer qualquer coisa, ao ponto do ridículo, para proteger sua filha. Télé-Loisirs o conheceu.

Arnaud Ducret, um pai vigilante contra as redes sociais

Papai, apesar de si mesmo é uma bela comédia, que aborda a questão do bullying escolar. Este tema toca você particularmente?

Obviamente, como pai de um menino de 13 anos, isso me afeta. Costumo dizer para ele tomar cuidado, principalmente com grupos de WhatsApp e coisas assim. Não quero ver nenhuma mensagem saindo onde eu sinta que ele e seus amigos estão mexendo com alguém. E na direção oposta. Ele sabe disso. Ele diz que é cuidadoso. Mas os jovens nem sempre compreendem a violência das suas palavras. O que gostei na série foi a dosagem. Estamos falando de um assunto sério, mas sem torná-lo um drama sombrio. Há comédia, leveza. Ele permite que você aborde o assédio de maneira diferente.

Você sofreu bullying quando era mais jovem?

Não. Bom… sempre teve o valentão grosso, o estereótipo um pouco mais burro que os outros, que está ali só para te irritar. Mas eu era muito alto e fazia os outros rirem muito. Então a maioria das pessoas gostava de mim. E acima de tudo, tive muita inteligência: em duas ou três frases conseguia reverter a situação. Então, na maioria das vezes, os caras nem tentavam me provocar.

Dito isto, era uma época diferente. Hoje, o assédio é muito mais cruel. Não se limita mais ao ambiente escolar e continua nas telas. As “armas” também são mais numerosas: redes sociais, vídeos, fotos… Tudo circula mais rápido, de forma mais massiva. E isso é muito perigoso.

Em Papai apesar deleos professores ficam perdidos e não sabem o que fazer.

Sim, em Papai apesar delejogamos nesta linha. Queríamos mostrar que alguns adultos estão um pouco desanimados, que não sabem mais como reagir, com esses momentos em que alguns minimizam e dizem “não é tão grave assim”. Mas quando, todos os dias, sua bolsa é roubada, seus sapatos são roubados… então não tem mais graça. Isso vai muito além do escopo de uma “piada”. E espero que a comédia também permita esse gatilho: que as pessoas digam para si mesmas: “É verdade, na minha turma tem isso, isso, isso…” Isso me faz pensar nessa garotinha que se perdeu… É horrível. Não sei a história toda, mas se entendi bem, ela foi rejeitada, e até considerada “o problema” pela hierarquia. É incrivelmente violento chegar a este ponto.

Você também encontra Elodie Poux na tela, que interpreta a diretora do ensino médio.

Fiquei muito feliz em encontrá-la. Eu a conheço há muito tempo. Ela me lembrou que eu a trouxe ao palco quando ela estava começando, para que ela dançasse comigo em um esquete sobre Dança Suja. Eu nem lembrei disso! Ela é ótima. O que é ótimo em Elodie é que você sabe que ela sempre trará uma cor de brincadeira, uma estupidez. Nunca é plano. E isso não é trivial.

“Eu me encontrei nele” : Arnaud Ducret fala sobre seu papel

Como você vê seu personagem, Alex Thomas?

Tive um pouco de dificuldade, aos 47 anos, interpretando um cara em uma boate de novo! (risos) Estou um pouco longe disso agora. Mas esse Alex é bem engraçado, e gostei desse aspecto de “criança perdida”. Acima de tudo, a questão da transmissão me tocou muito, porque morava com um pai muito ausente. Me encontrei nele, quando ele tenta conquistar a filha e ela ainda não sabe quem ele realmente é.

Ele é um personagem que está pronto para tudo. Ele ainda vai se infiltrar em uma escola secundária.

Sim ! Fiquei feliz, por não ter feito nada na escola, interpretar esse professor que tenta fazer o que pode com o que tem e que o faz com o coração. Gostaríamos também, dependendo do sucesso, de realizar outras infiltrações em circunstâncias diferentes.

Em algumas de suas funções, encontramos grande sensibilidade. Você tem essa imagem do genro ideal.

Sim (Risada). Tenho meus defeitos… Mas existem pessoas muito piores que eu. E eu amo a vida, acho-a linda. Então, nesse sentido, acho que não sou muito difícil de conviver.

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