Quando a aventura de Indiana Jones se torna ridícula! Descubra como esta chamada homenagem italiana aos anos 80, entre joias lendárias e efeitos 3D fracassados, se tornou um fiasco cinematográfico… mas um verdadeiro deleite para os amantes do lixo.

No mundo do cinema, certos filmes pretendem seguir os passos de grandes sucessos, mas falham miseravelmente. É o caso deste projeto que quis se inspirar em Indiana Jones, mas cujo resultado só hoje provoca gargalhadas.

A história remonta a 1981, quando Caçadores da Arca Perdida, de Steven Spielberg, foi um grande sucesso de bilheteria. Dois anos depois, a mesma equipe preparou Indiana Jones e o Templo da Perdição. Foi precisamente em 1983 que o realizador italiano Ferdinando Baldi, então no final da carreira depois de westerns como Texas, Addio ou Django, prepare o seu caixão, decidiu lançar a sua própria homenagem – ou melhor, a sua própria cópia das aventuras do Professor Jones.

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O projeto, supervisionado por Menahem Golan para a famosa firma Cannon – e filmado em 3D! –, é chamado de O Tesouro das Quatro Coroas. Uma coprodução entre Itália, Espanha e Estados Unidos, nos mergulha nas aventuras do aventureiro JT Striker, responsável por reunir uma equipe de ladrões para recuperar joias escondidas em duas das quatro coroas, esses misteriosos artefatos antigos e lendários.

Um elenco que luta para convencer

O papel de Striker é interpretado por Tony Anthony, ator americano que já havia colaborado com Ferdinando Baldi em westerns como Blindman (1971), Pendure-os pelos pés (1975) ou mesmo Vingança Impiedosa (1981). A música, de Ennio Morricone, continua provavelmente a ser o único ponto forte desta produção, tendo atravessado os anos com verdadeiro valor.

Atacante, o herói

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Atacante, o herói

Um filme ambicioso… mas desastroso

O filme começa de forma estranha, com texto rolado no estilo Star Wars, mas sem pontuação. Desde os primeiros quinze minutos, quando Striker explora uma caverna mágica, percebemos imediatamente a falta de recursos e inspiração por trás da câmera. As cenas se sucedem com armas projetadas em câmera lenta, repetidas diversas vezes, que supostamente impressionariam graças ao 3D, mas que na realidade apenas sublinham a pobreza do espetáculo.

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Vale tudo: armas voadoras, rolos de espinhos, bolas de pedra flamejantes, armaduras animadas… Mas apesar desse acúmulo de efeitos, o tédio rapidamente se instala. A história é incrível, e só uma boa dose de nostalgia ou vontade de rir com os amigos pode fazer você querer assistir – se você conseguir encontrar!

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