Chegando a Belém, Brasil, antes da trigésima Conferência das Partes sobre o Clima (COP30), Emmanuel Macron se deparou com um nome bem conhecido dos franceses. Quinta-feira, 6 de novembro, o Presidente da República visita um dos barcos da caravana fluvial “Iaraçu”, projeto científico franco-brasileiro, atracado no Rio Guamá, ao sul da cidade. A uma curta distância, ativistas do Greenpeace instalaram uma faixa com os dizeres “Macron: policial bom ou policial mau?” » A prisão é colocada na traseira do navio da ONG cujo nome aparece em grandes letras brancas: Guerreiro Arco-Íris.
O chefe de Estado não veio a este barco verde decorado com um longo arco-íris. Estas cores trazem más recordações às autoridades francesas. Na verdade, há 40 anos, o Guerreiro Arco-Íriso primeiro com seu nome, uma antiga traineira do Mar do Norte adquirida em 1978 pelo Greenpeace, acaba de passar por uma grande reforma. Em particular, foram adicionados mastros para uma navegação mais limpa. Exibindo uma faixa “Pacífico Livre de Energia Nuclear”, ele inicia uma jornada ativista que o leva ao encontro do povo das Ilhas Marshall, palco de 67 testes nucleares americanos entre 1946 e 1958. Mas o principal objetivo dos ativistas é ir aos atóis de Mururoa e Fangataufa, onde a França realiza suas próprias experiências.
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