Durante o seu discurso aos acionistas, Elon Musk fez muitas promessas. Entre elas, a possibilidade de enviar mensagens durante a condução de Teslas sob FSD, a condução semiautônoma da marca, “dentro de alguns meses”. Um anúncio que entra em conflito com os regulamentos.

Ontem à noite, a Tesla realizou a sua assembleia geral de acionistas. Já cobrimos os 1.000 mil milhões prometidos a Elon Musk, cujo objetivo para a Tesla é claro: tornar a marca líder mundial em inteligência artificial.
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Entre seus cavalos de batalha está a direção autônoma, chamada FSD (Full Self-Driving), e já implantada nos Estados Unidos e na China enquanto aguarda sua chegada à Europa. Sobre este assunto, Musk anunciou a possibilidade “enviar mensagens de texto enquanto dirige” daqui “um mês ou dois”.
Uma promessa que vai contra os regulamentos
Promises e Elon Musk são uma história de amor que dura. Já não podemos contar os anúncios não cumpridos sobre o Roadster, anunciado desde 2017, ou aqueles relacionados precisamente com as capacidades dos Teslas para se conduzirem sozinhos.
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Hoje, o FSD encontra-se na fase “Supervisionada”. Nesta fase, os condutores dos Teslas equipados não precisam de tocar no volante nem nos pedais, mas devem manter-se atentos à estrada – uma câmara monitoriza-os.

Ontem à noite, Elon Musk anunciou, durante o seu discurso, que o FSD Supervisionado permitirá aos condutores enviar mensagens enquanto conduzem, sem dar mais detalhes e antes de passarem para outra coisa.
A promessa é grande, mas implica uma mudança radical em termos de regulamentação. O FSD Supervisionado continua a ser, aos olhos da lei, um sistema de condução semiautónomo de nível 2 – nível em que o condutor deve manter o controlo do seu veículo.

Se estes últimos conseguirem desviar a sua atenção da condução, então o sistema deverá logicamente passar para o nível 3, o que implica que a responsabilidade em caso de acidente passa do condutor para a marca. Uma verdadeira mudança de paradigma, e apenas alguns protótipos (nomeadamente da Mercedes-Benz) circulam hoje em estradas abertas, mas sob restrições muito rigorosas.
Outra alternativa: uma pirueta do sistema, que desativaria os alertas ao motorista em caso de detecção de um smartphone, mantendo a responsabilidade do motorista em caso de acidente.
E a Europa?
Ao mesmo tempo, este anúncio confunde os limites entre FSD Supervised e FSD Unsupervised – o nome da condução 100% autónoma que irá alimentar o futuro Cybercab, planeado para 2026.
Esta versão “definitiva” do FSD deverá chegar “dentro de alguns meses” de acordo com Musk, que já havia prometido isso antes do final de 2025.

Quanto à Europa, os regulamentos continuam a bloquear a chegada do FSD Supervisionado, mesmo que os testes estejam em curso; Os Teslas têm direito apenas ao Autopilot, um sistema de assistência à condução que continua a ficar atrás da concorrência.
A chegada do FSD à Europa foi mencionada por Musk, e espera a sua implantação (através de atualização remota nos carros que tenham selecionado a opção) no primeiro trimestre de 2026. Também aqui, imprecisão absoluta: a chegada do FSD à Europa já não depende da Tesla, mas da Comissão Europeia, que deve determinar se o sistema é compatível com os regulamentos.
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