Chefes de Estado sem gravata, ou mesmo em mangas de camisa: na cúpula de líderes mundiais como prelúdio da COP30, que começou quinta-feira em Belém, os participantes puderam se acomodar para não sofrerem muito com o calor e a umidade da cidade amazônica.

Como o mercúrio ultrapassa os 30 graus nesta cidade ribeirinha localizada na entrada da maior floresta tropical do planeta, o Brasil, país anfitrião da conferência climática das Nações Unidas, propôs um código de vestimenta incomum na alta diplomacia: gravata não é obrigatória.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, deu o exemplo, ao prescindir da sua “gravata da sorte” nas cores da bandeira brasileira, que costuma usar durante grandes reuniões internacionais, como as últimas cimeiras do G20 e do Brics, organizadas no Rio de Janeiro.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, também deixou este acessório para trás, assim como os presidentes da Finlândia, Chile, Moçambique e Colômbia, entre outros.

O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, veio com gravata, mas a desamarrou e tirou antes de posar para foto oficial ao lado de Lula.
“Será uma COP sem empate”, declarou em outubro o diplomata brasileiro André Correa do Lago, presidente da COP30, sublinhando que isso daria ao evento “um certo toque informal brasileiro”.
No entanto, as salas do vasto centro de conferências onde decorrem os debates e negociações da COP30 são climatizadas. O Brasil se comprometeu a compensar todas as emissões de carbono geradas por essas instalações.