As relações entre o Estado judeu e Pretória já estavam degradadas e estão a sofrer uma nova reviravolta. O mais alto representante israelense estacionado na África do Sul, o encarregado de negócios Ariel Seidman, deve ter deixado o país na segunda-feira, 2 de fevereiro, menos de seis meses depois de assumir lá as suas funções. Na sexta-feira foi declarado persona non grata em seu país de missão. Uma decisão inédita, quando Israel não tem embaixador no país há mais de dois anos.
Que “segue-se a uma série de violações inaceitáveis de normas e práticas diplomáticas, que constituem um ataque direto à soberania da África do Sul”explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano. Uma mensagem publicada no X em Novembro pela embaixada de Israel irritou particularmente Pretória. Ele qualificou os comentários de Cyril Ramaphosa – acreditando que “Políticas de boicote não funcionam” – de “raro momento de sabedoria e lucidez diplomática por parte do presidente”. Pretória também critica a embaixada israelita por não ter declarado certas visitas oficiais às autoridades, como é habitual.
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