O britânico Imran Ahmed, uma das cinco personalidades europeias comprometidas com uma regulamentação rigorosa da tecnologia, em Nova Iorque, 2 de maio de 2024.

O britânico Imran Ahmed, uma das cinco figuras europeias comprometidas com uma regulamentação rigorosa da tecnologia proibida de permanecer nos Estados Unidos, apresentou uma queixa contra a administração de Donald Trump, temendo ser expulso do país onde vive.

Ele agora enfrenta o “perspectiva iminente de prisão inconstitucional, detenção punitiva e deportação”estipula a denúncia apresentada quarta-feira, 24 de dezembro, num tribunal de Nova Iorque e consultada pela Agence France-Presse (AFP). “O governo federal anunciou claramente que o Sr. Ahmed estava sujeito a “sanções”” pelo trabalho da ONG que fundou e dirige, o Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH), acrescenta o texto.

Este centro estuda as políticas de moderação das principais redes sociais e já denunciou em inúmeras ocasiões as práticas do X, antigo Twitter e da rede de Elon Musk, aliado do presidente americano.

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“Censura extraterritorial”, segundo Washington

Os Estados Unidos sancionaram na terça-feira Ahmed, três outros representantes de ONG que lutam contra a desinformação e mensagens de ódio online (Clare Melford, chefe do GDI, um índice de desinformação no Reino Unido, Anna-Lena von Hodenberg e Josephine Ballon, da ONG alemã HateAid), bem como um antigo comissário europeu responsável pelo digital, o francês Thierry Breton.

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As ações dessas pessoas equivalem a “censura extraterritorial” em detrimento dos interesses americanos, justificou o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em X.

Mais precisamente, o governo americano acusa a ONG de Imran Ahmed de ter “pediu às plataformas para retirarem da lista doze “antivaxes” americanos”dos quais o atual ministro da Saúde americano, Robert F. Kennedy Jr, detalhou em X a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública, Sarah Rogers.

Marco Rubio e Sarah Rogers, os ministros da Justiça e Segurança Interna, Pam Bondi e Kristi Noem, e o diretor da Polícia Federal de Imigração (ICE), Todd Lyons, são alvo da denúncia do Sr. Este britânico de 47 anos de origem afegã vive “legalmente” nos Estados Unidos desde 2021 e tem um “cartão verde” residente permanente, especifica sua reclamação. Sua esposa e filha são americanas.

Donald Trump está a liderar uma grande ofensiva que visa as regras da União Europeia em matéria de tecnologia que impõem obrigações às plataformas, em particular a denúncia de conteúdos problemáticos, que os Estados Unidos consideram ser censura. Questionado pela AFP, o Departamento de Estado não reagiu imediatamente.

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O mundo com AFP

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